O que é Terapia Cognitiva

 

A Terapia Cognitiva surgiu a partir do trabalho do psiquiatra e psicanalista Drº Aaron Beck, Filadélfia (EUA), na década de 60.
Resumindo um dos principais conceitos de teoria de Beck é possível dizer que o indivíduo comete, sistematicamente, ao longo de sua vida e do seu desenvolvimento, erros de processamento da realidade à sua volta, que tende a ser levado para o lado negativo.
Observou-se que a elevação do humor era conseguida ao desafiar esses erros de processamento.

Exemplo: se alguém passa pela rua e vê um amigo que não o cumprimenta, há várias interpretações possíveis. A pessoa pode pensar que o amigo não quis falar com ela, sentir-se triste e até afastar-se do outro, ou questionar: quem fulano pensa que é? Essa segunda reação é de raiva. Mas ela também pode enveredar pelo caminho da ansiedade e se perguntar: o que será que aconteceu? Será que ele está bravo comigo? Ou ainda, não ter nenhum tipo de reação muito significativa e apenas ficar na dúvida sobre se o amigo a viu ou não.

Essa é apenas uma situação, mas ao longo de toda a vida eles vão somando-se e até estabelecendo certo padrão, ou alguns padrões, que se sucedem e alternam-se. Essa forma de “ver” a realidade é que vai dizer o que cada um irá pensar e fazer diante de um acontecimento.

Um dos objetivos básicos da TC é desenvolver a flexibilidade na forma de pensar do paciente. Flexibilidade aí entendida como a capacidade de não encalharmos na nossa primeira representação do real. O primeiro passo, então, é normalizar a emoção através de busca de interpretações cognitivas (formas de pensar mais adaptativas).

O segundo pilar desse tipo de intervenção terapêutica e a resolução de problemas uma habilidade que o terapeuta preocupa-se em desenvolver no paciente o que o levaria atuar como terapeuta de si próprio ao final do processo.

Características que a distinguem de outras formas de psicoterapia são o tempo curto e limitado e a eficácia comprovada através de estudos empíricos, em várias áreas de transtornos emocionais como; depressão, transtornos de ansiedade (fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), dependência química, transtornos alimentares, problemas interpessoais, incluindo terapia familiar e de casal, etc., para adultos, crianças e adolescentes, nas modalidades individuais e em grupo.